
'Não haverá Estado palestino', diz Netanyahu ao assinar plano de assentamentos na Cisjordânia

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou nesta quinta-feira (11) que não haverá um Estado palestino. A fala aconteceu durante uma cerimônia de assinatura de um novo projeto de assentamentos na região da Cisjordânia.
"Vamos cumprir nossa promessa de que não haverá um Estado palestino. Este lugar nos pertence (...) e protegeremos nossa herança, nossa terra e nossa segurança... Vamos dobrar a população da cidade ", afirmou.
O plano anunciado pelo premiê é conhecido como E1 e inclui a construção de cerca de 3.400 casas em uma área de aproximadamente 12 quilômetros quadrados, localizada entre a Jerusalém oriental e o assentamento israelense de Maale Adumim. A região fica próxima a rotas que conectam o norte e o sul do território palestino.
A iniciativa prevê a construção de cerca de 3.400 casas em uma área de aproximadamente 12 km², situada entre Jerusalém Oriental e o assentamento israelense de Maale Adumim, próxima a rotas que ligam o norte e o sul da Cisjordânia, informa a imprensa turca. Efetivamente, ele dividiria a Cisjordânia ocupada e a isolaria de Jerusalém Oriental.
ONU já condenou a construção
A Organização das Nações Unidas (ONU) afirmou, em 28 de agosto, que a ideia de construir casas na área citada por Netanyahu representaria uma "ameaça existencial" à solução de dois Estados.

"Os assentamentos israelenses na Cisjordânia ocupada, incluindo Jerusalém Oriental, foram estabelecidos e estão sendo mantidos em violação ao direito internacional", disse o secretário-geral António Guterrez.
Em julho, 15 países anunciaram que pretendem reconhecer o Estado da Palestina ainda neste ano. Entre eles, estão Andorra, Austrália, Canadá, Finlândia, França, Islândia, Irlanda, Luxemburgo, Malta, Nova Zelândia, Noruega, Portugal, San Marino, Eslovênia e Espanha.
