
'Não queremos a paz das colônias', afirma Maduro

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, enfatizou nesta quinta-feira (11) que seu país não quer "a paz das colônias", reiterando seu apelo à defesa territorial.

"A ordem está dada 24 horas por dia: defender a pátria e garantir a paz territorial", afirmou Maduro, durante a implantação do Plano Independência 200, com a ativação de 284 frentes de batalha no país.
Desde as primeiras horas da manhã, Maduro está supervisionando a ativação do plano, tendo em vista o endurecimento da retórica e das ações dos EUA no sul do Caribe, o que é considerado pela Venezuela como uma "ameaça".
"A Venezuela está de pé, nunca se humilhará diante de ninguém, muito menos diante de um império", declarou o presidente venezuelano. Ele acrescentou que, embora seu país queira a paz, está preparado para se defender: "Eu celebro a atitude e o fervor patriótico da imensa maioria dos venezuelanos que rejeitam as ameaças imperiais com serenidade, coragem, firmeza e fé inabalável", destacou.
Maduro afirmou que a defesa do país é um direito de todos os venezuelanos. "Quem pedir para bombardear ou invadir o [próprio] país é um traidor ou traidora da pátria e deve ser julgado, onde quer que esteja", acrescentou.
Tensões no Caribe
Em agosto passado, a mídia revelou que os Estados Unidos planejavam enviar Forças Armadas ao Sul do Caribe para, supostamente, enfrentar os cartéis de drogas.
Da mesma forma, a procuradora-geral dos EUA, Pamela Bondi, duplicou para US$ 50 milhões a recompensa por informações que levassem à prisão do presidente venezuelano, sob a acusação infundada de liderar um "cartel de narcotráfico".
Caracas denunciou tais ações como manobras destinadas a forçar uma mudança de governo e se apoderar dos recursos naturais do país sul-americano.
Para enfrentar o envio de tropas americanas, Maduro convocou o alistamento voluntário na Milícia Bolivariana para a defesa da soberania do país. Até o momento, 8,2 milhões de pessoas se inscreveram.
