Von der Leyen quer fim da unanimidade na UE após divergência com Hungria e Eslováquia

A proposta visa agilizar decisões sobre política externa e expõe tensões internas em torno do conflito na Ucrânia e do acordo com Israel.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou na quarta-feira (10), em entrevista coletiva, que a União Europeia deveria abandonar a exigência de unanimidade em decisões de política externa. O objetivo é facilitar medidas como a suspensão parcial do acordo entre a UE e Israel.

Ela reconheceu, porém, que "será difícil encontrar maiorias" de países dispostos a apoiar a suspensão entre os governos europeus.

"É hora de nos libertarmos dos grilhões da unanimidade", disse Von der Leyen no Parlamento Europeu.

Atualmente, o sistema de votação da UE obriga o Conselho a decidir por unanimidade quando rejeita uma proposta da Comissão que não pode ser modificada. A regra não se aplica a atos baseados em recomendações da Comissão, como decisões de coordenação econômica.

A proposta de Von der Leyen expõe o contraste entre seu apelo por flexibilidade e as limitações do atual modelo de votação.

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