O mural do artista de rua Banksy no Royal Courts of Justice, em Londres, foi removido pelas autoridades britânicas na quarta-feira (10). A decisão gerou protestos nas redes sociais, com internautas e políticos questionando a medida como uma violação à liberdade de expressão.
A obra retratava um juiz de peruca e toga levantando o martelo sobre um manifestante que segurava um cartaz manchado de sangue. O mural surgiu dois dias após a prisão de quase 900 pessoas em protesto contra a proibição do grupo Ação Palestina e chamou atenção pela mensagem política.
O Serviço de Cortes e Tribunais de Sua Majestade (HMCTS) alegou que, por o Royal Courts of Justice ser "um edifício listado", o órgão "é obrigado a manter seu caráter original".
A deputada francesa Danièle Obono declarou que, ao tentarem apagar uma obra "denunciando a repressão policial e judicial aos militares contra o genocídio em Gaza", as autoridades britânicas "criaram uma obra ainda mais poderosa e evocativa".
"Tenho que reconhecer o mérito das autoridades. A princípio fiquei bravo quando apagaram o Banksy, mas eles, sem querer, criaram uma das obras de arte mais poderosas de todos os tempos", escreveu um internauta no X.
Outros relacionaram a medida ao momento político do Reino Unido: "Tudo o que resta da obra de arte de Banksy no edifício do Royal Court of Justice. Um fantasma do passado. A metáfora perfeita para o Reino Unido de hoje", disse um outro na mesma rede.