Sul-coreanas processam Exército dos EUA por escravidão sexual

Um grupo de 117 sul-coreanas entrou com ação coletiva contra o Exército dos Estados Unidos em um tribunal de Seul. Elas pedem indenização e um pedido formal de desculpas por terem sido sexualmente abusadas, informou a AFP.
Os abusos teriam ocorrido entre as décadas de 1950 e 1980, período em que tropas americanas estavam estacionadas no país para sua defesa.
"Todas as noites, nos arrastavam até soldados americanos e abusavam sexualmente de nós. Toda semana, nos obrigavam a fazer exames para doenças venéreas. Se houvesse a menor anormalidade, nos trancavam em um quartinho e nos injetavam penicilina com uma agulha grossa", relatou uma das vítimas, hoje com 60 anos.
As mulheres exigem compensação de 10 milhões de wons (cerca de R$ 39,1 mil) por pessoa, além de um pedido oficial de desculpas do Exército americano.
- Casos semelhantes já haviam sido denunciados no país em relação às chamadas "mulheres de conforto", escravizadas sexualmente pelo Exército japonês durante a Segunda Guerra. Após o fim da ocupação, em 1945, o próprio governo sul-coreano manteve a exploração, facilitando o acesso das tropas dos EUA a essas mulheres para preservar a aliança militar.
