
Legalização da cocaína acabaria com narcotráfico e pouparia Amazônia, diz presidente da Colômbia

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, afirmou nesta terça-feira (9), durante evento com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que a legalização da cocaína levaria ao fim do narcotráfico, estimulando o debate público acerca do tema na América Latina.
"Se a cocaína fosse legalizada no mundo todo amanhã, não haveria máfias [organizações de tráfico de drogas] e não haveria destruição da floresta amazônica. Este é um tema de discussão sobre o qual a América Latina deve falar sem pudor, porque parece que seríamos criminosos se nos curvarmos a uma política fracassada feita em Nova York, meus companheiros", disse o presidente colombiano na inauguração do Centro de Cooperação Policial Internacional da Amazônia em Manaus.

Ele afirmou que o fracasso da política antidrogas dos EUA fica evidente pelo número de mortes no país: nos anos em que a cocaína era a droga mais consumida, cerca de 3 mil pessoas morriam, muito abaixo dos quase 100 mil óbitos atuais ligados ao fentanil.
O presidente colombiano também destacou os impactos da criminalização da maconha na América Latina, lembrando que jovens foram presos pelo consumo, enquanto hoje a substância é vendida legalmente nos Estados Unidos. Segundo ele, a política de proibição trouxe mais violência e mortes a países produtores e de trânsito, como a Colômbia.
