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EXCLUSIVO: Maduro revela à RT o que está por trás da presença militar dos EUA no Caribe

Washington está de olho nas maiores reservas de petróleo, gás e ouro do planeta e "combate as drogas" é um mero pretexto, afirma o presidente Venezuelano.
EXCLUSIVO: Maduro revela à RT o que está por trás da presença militar dos EUA no CaribeRT

Controlar as vastas riquezas da Venezuela é, segundo Nicolás Maduro, a real razão para a presença de navios, aviões de guerra, mísseis e um submarino nuclear dos Estados Unidos perto da costa do país, sob o argumento de combate ao narcotráfico.

A declaração foi feita no programa "Conversando com Correa" da RT, apresentado pelo ex-presidente equatoriano Rafael Correa.

Maduro disse que o interesse americano está no petróleo e no gás. Ele lembrou que a Venezuela tem a maior reserva de petróleo do mundo, ampliada por novas tecnologias de extração, e a quarta maior de gás, localizada na região do Caribe, onde foi enviada a frota dos EUA.

O líder afirmou ainda que o país pode deter a maior reserva de ouro do mundo, além de 30 milhões de hectares de terras aráveis, abundância de água e posição estratégica que conecta a América Central e do Norte ao Atlântico.

Tensão crescente 

  • Em agosto, a mídia internacional anunciou o deslocamento de tropas americanas para o sul do Caribe para combater cartéis de drogas. A procuradora-geral dos Estados Unidos, Pamela Bondi, dobrou a recompensa por informações que levem à prisão de Maduro sob a acusação infundada de liderar um cartel de drogas.
  • Após o anúncio das operações dos EUA no Caribe, Maduro convocou o recrutamento em massa de milícias durante dois fins de semana consecutivos. Segundo dados oficiais, 8,2 milhões de pessoas responderam ao apelo.
  • Caracas declarou que as ações hostis dos EUA têm como objetivo desferir um "ataque militar terrorista" para derrubar Maduro, chamando o envio de tropas por Washington de "ameaça" à paz na Venezuela e na região.
  • Apesar do aumento das tensões, Maduro disse que os canais diplomáticos com os EUA, ainda que "deficientes", ainda existem e mostrou-se disposto a dialogar com seu homólogo norte-americano, Donald Trump, desde que o secretário de Estado Marco Rubio não imponha uma "diplomacia dos canhões".
  • Na última quinta-feira, o Pentágono afirmou que dois aviões militares venezuelanos sobrevoaram "perto de um navio da Marinha dos EUA em águas internacionais", o que considerou uma ação “provocadora” destinada a interferir nas suas "operações de combate ao narcotráfico" na região.

  • Posteriormente, Trump ameaçou derrubar os aviões militares venezuelanos se eles colocassem os EUA "em situação de perigo".

  • Enquanto isso, Maduro declarou que o país passaria à luta armada se fosse alvo de agressão. Nesse contexto, ele observou que Washington "deve abandonar seu plano de mudança violenta de regime na Venezuela e em toda a América Latina e no Caribe".