
Coreia do Sul reage à prisão em massa de trabalhadores em fábrica da Hyundai nos EUA

Após a prisão de 475 trabalhadores imigrantes, a maioria sul-coreanos, em uma fábrica da Hyundai no estado da Geórgia, o governo da Coreia do Sul convocou neste sábado (6) uma reunião de emergência e anunciou medidas diplomáticas.
O presidente Lee Jae-myung determinou que "todos os esforços" sejam feitos para responder rapidamente ao caso, informou a Reuters.
A operação, realizada na quinta-feira (4) pelo Serviço de Imigração e Alfândega (ICE), foi a maior já feita pelo Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos em número de detidos de uma só vez.

O governo Trump afirmou que todos estavam trabalhando ilegalmente no país e mencionou possíveis deportações. "Eles eram imigrantes ilegais e o ICE estava apenas fazendo seu trabalho", declarou Donald Trump durante coletiva de imprensa na sexta-feira (5).
"Recebemos todas as empresas que desejam investir nos EUA e, se precisarem trazer trabalhadores para projetos de construção ou outros, tudo bem, mas precisam fazer isso de maneira legal", disse o agente especial encarregado das Investigações de Segurança Interna na Geórgia e no Alabama, Steven N. Schrank, no comunicado da operação.
Chancelaria da Coreia do Sul "profundamente preocupada"
Segundo relatou a agência sul-coreana Yonhap, o ministro das Relações Exteriores da Coreia do Sul, Cho Hyun, informou que uma força-tarefa foi criada e que poderá viajar a Washington D.C. para se reunir com autoridades americanas.
"Estou profundamente preocupado. Sinto uma grande responsabilidade pelas prisões de nossos cidadãos", afirmou.
Vídeos divulgados pelo governo americano mostraram agentes cercando a fábrica com helicóptero e veículos blindados, e trabalhadores algemados sendo conduzidos a ônibus. Alguns vestiam coletes com nomes de empresas como "Hyundai" e "LG CNS". Dois tentaram se esconder em um lago antes de serem capturados.
Coreia do Sul reage à prisão em massa de trabalhadores em fábrica da Hyundai nos EUA Vídeos divulgados pelos EUA mostraram agentes cercando a fábrica com helicóptero e veículos blindados, e trabalhadores algemados sendo conduzidos a ônibus.Leia: https://t.co/RHBOqdVrM7pic.twitter.com/xZBhTJx1UC
— RT Brasil (@rtnoticias_br) September 7, 2025
Em nota à imprensa local, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Lee Jae-woong, expressou pesar e criticou a operação: "As atividades econômicas de nossas empresas que investem nos Estados Unidos e os interesses de nossos cidadãos não devem ser violados injustamente no decorrer da aplicação da lei americana."

