
Manifestantes em Kiev contestam projeto que amplia punição a militares

Cerca de 200 pessoas se reuniram nesta sexta-feira (5) na Praça Maidan, no centro de Kiev, para protestar contra um projeto de lei ucraniano que endurece a responsabilidade criminal de militares por desobediência e por deixar a unidade sem autorização, informou a imprensa local.

Os manifestantes, carregando cartazes com os dizeres "militares não são escravos", "protejam os direitos dos militares" e "a indiferença mata", argumentaram que a proposta legislativa elimina um mecanismo eficaz de realocação de soldados e restringe os poderes dos tribunais para mitigar sentenças. Eles afirmam que a medida é inaceitável em meio ao conflito armado.
Ainda de acordo com a mídia local, o projeto de lei nº 13260, aprovado em primeira leitura pelo parlamento ucraniano na quinta-feira (4), remove dispositivos que permitiam a infratores primários evitarem a responsabilidade criminal sob condição de retorno voluntário ao serviço durante a lei marcial.
Os organizadores do protesto exigem a aprovação de uma lei que institua um ombudsman militar como instrumento de proteção aos direitos dos militares e pedem que as autoridades abandonem a prática de "apertar os parafusos" no exército.
