Brasil enfrenta desafio no café, mas China se destaca como nova alternativa

Com as novas taxas impostas pelos EUA, a China se posicionou como mercado alternativo para o café brasileiro; o país asiático homologou licenças de exportação para mais 183 empresas brasileiras.

O Brasil é o maior produtor de café do mundo, sendo os Estados Unidos seu maior consumidor. No entanto, com a imposição da tarifa de 50% de imposta pelo presidente americano, Donald Trump, essa relação comercial foi diretamente afetada.

Para esta safra, a previsão é de que o país seja capaz de produzir mais de três milhões de toneladas do do produto - um aumento de 2,7% em comparação com 2024.

Desse total, até julho deste ano, quase 17% foram vendidos para os Estados Unidos. No entanto, após o aumento das tarifas, nenhum cliente confirmou a assinatura de contratos de compra.

Com os novos impostos, a China se posicionou como um mercado alternativo para o café brasileiro. O país asiático homologou licenças de exportação para mais 183 empresas brasileiras.

"Nós também estamos ajudando vários fazendeiros, inclusive fazendeiros e empresas, a tirar a CAC [licença] para poder exportar para a China, a licença da alfândega chinesa, que querem exportar soja, milho, café, etc.", afirmou Charles Tang, presidente da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-China à RT