Anvisa aprova primeira terapia direcionada para câncer de ovário resistente à quimioterapia no país

O medicamento mirvetuximabe soravtansina demonstrou melhorar a sobrevida global em um estudo clínico, trazendo nova esperança para os pacientes.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou na segunda-feira (01) a utilização do mirvetuximabe soravtansina, conhecido comercialmente como Elahere.

Trata-se do primeiro tratamento direcionado a pacientes com câncer de ovário que não respondem mais à quimioterapia convencional com platina e que possuem um marcador específico conhecido como receptor de folato alfa (FRα).

O medicamento é um conjugado anticorpo-fármaco (ADC) que mescla um anticorpo direcionado ao receptor FRα com uma carga quimioterápica que elimina células tumorais, preservando a maior parte das células saudáveis.

Segundo material explicativo divulgado pelo portal g1, "FRα positivo" significa que "as células tumorais apresentam uma proteína chamada receptor de folato alfa, usada como alvo pelo novo medicamento". Há uma estimativa que aproximadamente um terço das pacientes com câncer de ovário tenham estas células tumorais.

Já o termo "resistente à platina" significa que "o câncer voltou em até seis meses após o fim da quimioterapia baseada nesse tipo de droga, tornando o tratamento menos eficaz".

O g1 ainda mencionou estudo conduzido pela farmacêutica AbbVie e publicado no New England Journal of Medicine, que indica que esta é a primeira terapia a demonstrar benefício em sobrevida global em comparação à quimioterapia em ensaios de fase 3 para esse grupo de pacientes.

O medicamento é considerado inédito e pode mudar o tratamento do câncer de ovário de pacientes com "FRα positivo".