O gasoduto Força da Sibéria 2, que conectará a Rússia à China, será um golpe para os planos do presidente americano Donald Trump, que busca tornar os Estados Unidos o maior fornecedor energético global, alertou a Bloomberg nesta quarta-feira (3).
O projeto permitirá que a China receba o equivalente a mais de 40 milhões de toneladas anuais de gás natural liquefeito (GNL), superando metade das importações de GNL do país em 2024.
Análises indicam que o gás russo poderá atender a até 20% das necessidades chinesas no início da próxima década contra os 10% atuais, impactando negativamente novos projetos de GNL ainda em planejamento.
Compradores chineses já não importam gás norte-americano há mais de seis meses, reforçando a estratégia de independência de Pequim e sinalizando um afastamento do GNL americano diante das tensões bilaterais.
"Considerando que a China é a maior importadora de GNL, isso viraria o mercado de GNL de cabeça para baixo", relataram em nota analistas da empresa de pesquisa e corretagem Bernstein.
O que é o 'Força da Sibéria 2'?
O gasoduto conecta a Sibéria Ocidental à China e terá capacidade de fornecer 50 bilhões de metros cúbicos por ano ao gigante asiático, transportando recursos energéticos russos oriundos dos campos da península de Yamal e da região de Nadym-Pur-Taz, no Ártico.
Anunciado em 2020, o ramal principal terá cerca de 6.700 km, dos quais 2.700 km estarão em território russo. O gasoduto União-Oriente, que passa pela Mongólia, cujo acordo foi firmado em 2023, terá cerca de 1.000 km de extensão.
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