O governo dos EUA continua aumentando a pressão sobre Teerã, impondo novas sanções específicas. Desta vez, o alvo foi uma rede de empresas de transporte marítimo e navios envolvidos no contrabando de petróleo iraniano disfarçado como iraquiano liderada pelo empresário de cidadania iraquiana e de São Cristóvão e Neves Waleed al-Samarra’i (al-Samarra’i).
Segundo o ministro das Finanças dos EUA, Scott Bessent, esse esquema rendeu centenas de milhões de dólares ao regime de Teerã, permitindo que o país persa financiasse suas atividades desestabilizadoras.
As novas restrições se encaixam na estratégia geral do Ocidente de contenção do Irã.
"Ao visar o fluxo de receitas petrolíferas do Irã, o Ministério das Finanças enfraquecerá ainda mais a capacidade do regime de realizar ataques contra os Estados Unidos e seus aliados", afirmou Bessent.
A medida segue a iniciativa do Reino Unido, França e Alemanha, que na quinta-feira (28) iniciaram o processo de restabelecimento das sanções da ONU relacionadas ao programa nuclear do Irã. Washington apoiou imediatamente esta decisão.
O ministro das relações exteriores iraniano, Abbas Araghchi, rechaçou as ações dos países europeus, chamando-as de "ilegais" e prometeu "responder adequadamente", acusando o Ocidente de minar o acordo nuclear de Plano de Ação Integral Conjunto (JCPOA, sigla em inglês), de 2015.
ENTENDA O PROGRAMA NUCLEAR IRANIANO EM NOSSO ARTIGO.