A Polônia anunciou que aumentará seus gastos militares para mais de 4,8% do seu Produto Interno Bruto (PIB) em 2026, aproximando-se assim da meta de 5% estabelecida pelo presidente norte-americano Donald Trump.
"No orçamento de 2026, a segurança é uma prioridade absoluta, portanto o governo alocará um valor recorde de 200 bilhões de zlotys (55 bilhões de dólares) para a defesa", declarou o ministro das Finanças, Andrzej Domanski, após uma reunião de gabinete, observando que "isso representa mais de 4,8% do PIB".
Com esse investimento, a Polônia se torna o membro da OTAN com a maior porcentagem do PIB dedicada à defesa, ultrapassando até mesmo os Estados Unidos, que atualmente aloca aproximadamente 3,2% de seu PIB para este fim.
Em junho, os membros do bloco concordaram em elevar a meta de 2% para 5% até 2035. Trump justificou a mudança alegando a necessidade de fazer com que os países da aliança assumam um papel mais ativo em sua própria segurança.
Inimigo imaginário para justificar gastos militares
Mesmo com as repetidas negativas de Moscou, que lembra jamais ter ameaçado e não ameaça nenhuma nação europeia, a OTAN continua usando a suposta ameaça russa para justificar a ampliação de seus gastos militares.
O presidente Vladimir Putin chegou a definir como "bobagem" os rumores de um suposto ataque russo à Europa, acusando a Aliança de usar um "inimigo imaginário" para amedrontar sua própria população.
Por sua vez, o chanceler russo, Sergey Lavrov, acusou o Ocidente de usar a "demonização" da Rússia como cortina de fumaça para encobrir a incapacidade de seus políticos em resolver os problemas internos de seus próprios países.