
ONU aponta 'risco de corrupção' e apresenta medidas para proteger Copa do Mundo de 2026
Nesta semana, o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) promoveu um evento voltado à prevenção de "riscos de corrupção" durante a Copa do Mundo de 2026, que será sediada conjuntamente por Canadá, México e Estados Unidos.

O workshop, intitulado Protegendo o Esporte no México: Foco no Combate à Manipulação da Competição, contou com apoio do Comitê Olímpico Internacional (COI) e da Federação Internacional de Futebol (FIFA). O objetivo foi discutir estratégias para evitar práticas ilegais no esporte e proteger a integridade da competição.
Ao todo, participaram 65 representantes dos três países-sede, incluindo especialistas em segurança pública, autoridades de aplicação da lei, órgãos de combate à corrupção, além de profissionais ligados ao esporte, à educação, à legislação e a organizações internacionais.
"O risco de corrupção cresceu globalmente junto com a globalização do esporte, o que pode afetar a confiança do público nas atividades esportivas e seu impacto social", destacou o UNODC em referência ao Relatório Global sobre Corrupção no Esporte.
Durante o evento foram apresentadas as seguintes medidas para reforçar o combate à corrupção no esporte:
- Entender e aplicar estruturas legais nacionais e internacionais que fortalecem a integridade esportiva.
- Melhorar a cooperação operacional entre instituições públicas e organizações esportivas nos três países-sede da Copa do Mundo da FIFA 2026.
- Prevenir, detectar e investigar eficazmente casos de manipulação da concorrência.
De acordo com um relatório publicado pelo Salvaguardando o Esporte da Corrupção: Foco nos Países das Américas e do Caribe, foi identificado que organizações criminosas estão infiltradas de forma sofisticada na "manipulação de competições e em apostas ilegais".
