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Câmara de Minas Gerais entregará certidões a 63 familiares de mortos durante a ditadura

Dentre as vítimas, estão jornalistas, professoras e advogados. Será a primeira entrega conjunta de certidões de óbito revisadas do País.
Câmara de Minas Gerais entregará certidões a 63 familiares de mortos durante a ditaduraArquivo Público DF/Agência Brasil

A Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) realiza, nesta quinta-feira (28), uma audiência pública para entregar certidões de óbito revisadas a familiares de 63 pessoas mortas durante a ditadura militar. O evento marcará a primeira entrega conjunta em todo o País.

Entre as vítimas que terão documentos retificados estão advogados, soldados, estudantes, jornalistas, economistas, engenheiros, bancários e professoras.

O evento é promovido pela Comissão de Direitos Humanos da ALMG e foi solicitado em conjunto pela 1ª-vice-presidente da Casa, deputada Leninha (PT), e pela presidente da comissão, deputada Bella Gonçalves (PSOL).

Através de suas redes sociais, o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania saudou a iniciativa, manifestando o compromisso do Governo Federal em ''resgatar a verdade e reparar a dor das famílias''.

Estão confirmadas as presenças da ministra dos Direitos Humanos e da Cidadania, Macaé Evaristo; da procuradora regional da República e presidenta da Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos (CEMDP), Eugênia Gonzaga; da deputada federal Natália Bonavides (PT-RN) e de outros integrantes da CEMDP.

A presidente do Superior Tribunal Militar (STM), ministra Maria Elizabeth Guimarães Teixeira Rocha, também participará da audiência. Cunhada de um desaparecido político, ela receberá a certidão de óbito revisada durante a cerimônia.