Hungria processa União Europeia por financiar regime de Kiev com recursos russos congelados

Budapeste afirma que sua exclusão da votação que aprovou a medida foi ilegal e pede a anulação parcial da sessão.

Na segunda-feira (25), foi publicado no Diário Oficial da União Europeia a ação judicial apresentada pela Hungria contra o financiamento do Fundo Europeu de Apoio à Paz (FEAP) na Ucrânia com recursos provenientes de ativos russos congelados.

A iniciativa, levada ao Tribunal Geral da União Europeia, em Luxemburgo, reflete a oposição do governo de Viktor Orbán ao uso dos juros gerados com bens bloqueados da Rússia para custear apoio militar a Kiev.

De acordo com o processo, a Hungria pede a anulação da decisão tomada em 26 de fevereiro pelo Comitê do Mecanismo Europeu de Apoio à Paz, que autorizou a destinação de montantes para as Forças Armadas ucranianas com base em uma resolução aprovada em maio de 2024. Budapeste também pede que parte da ata da reunião em que a decisão foi tomada seja anulada e que os réus arquem com as custas do processo.

O governo húngaro alega que foi impedido de votar no comitê sob o argumento de não ser um "Estado-membro contribuinte". Segundo a petição, isso fere o princípio de igualdade entre os países da União Europeia e o funcionamento democrático do bloco. Para a chancelaria húngara, a medida tirou indevidamente seu direito de voto sem base legal.