Cientista afirma ter desvendado mistério por trás do Triângulo das Bermudas

Região localizada no Oceano Atlântico registrou desaparecimentos de navios e aviões, com muitas teorias conspiratórias veiculadas pela mídia. No entanto, segundo especialista, existe explicação natural para os casos.

Um oceanógrafo da Universidade de Southampton, no Reino Unido, afirmou ter desvendado os mistérios que cercam o Triângulo das Bermudas, segundo informações divulgadas pelo jornal Daily Mail na segunda-feira (25).

De acordo com Simon Boxall, o desaparecimento de aviões e navios na região localizada entre a Flórida, Porto Rico e Bermudas não tem qualquer relação com "especulações sobrenaturais", e sim com o que chamou de "ondas rebeldes".

Tratam-se de paredes de água que podem chegar a 30 metros de altura, também conhecidas como ondas extremas de tempestade. Todas são muito difíceis de detectar, segundo ele.

"Há tempestades ao sul e ao norte, que se encontram. E, se houver outras vindas da Flórida, pode haver uma formação potencialmente mortal de ondas rebeldes", disse, em entrevista ao programa The Bermuda Triangle Enigma, do Channel 5.

O começo das teorias sobre o local

Boxall usou como exemplo o desaparecimento do USS Cyclops, em 3 de março de 1918. A embarcação norte-americana, que levava carvão para abastecer navios militares durante a Primeira Guerra Mundial, contava com 306 tripulantes quando passava pelo local.

O Cyclops havia partido de Salvador, no Brasil, e tinha como destino a cidade de Baltimore, nos EUA, mas nunca foi encontrada. Nenhum sinal de socorro foi emitido. A partir disso, centenas de teorias conspiratórias foram criadas. As mais divulgadas pela mídia envolvem OVNIs (objetos voadores não identificados) ou portais interdimensionais.

De acordo com o especialista, o navio pode ter sido atingido por uma das ondas rebeldes, típicas da região. "São íngremes, são altas (...) pode afundar (uma embarcação) em dois ou três minutos", disse, acrescentando que "quanto maior o navio, maiores os danos".