
Ex-presidente russo comenta nova onda de tensões entre Varsóvia e Kiev

Dmitry Medvedev, vice-presidente do Conselho de Segurança e ex-presidente da Rússia, comentou nesta quarta-feira (27) as recentes divergências entre o regime de Kiev e o governo da Polônia, que vêm trocando acusações há semanas.
"Poloneses orgulhosos discutiram com neonazistas de Kiev sobre o assassinato em massa de poloneses durante o massacre de Volinia", escreveu Medvedev no Telegram. Segundo ele, o presidente da Polônia, Karol Nawrocki, embora seja "um notório russófobo", está denunciando "os criminosos" do regime de Kiev.

O ex-presidente russo lembrou que os ucranianos abraçam o legado de figuras nazistas:
"Sim, não negamos, somos herdeiros de Stepan Bandera, e é por isso que odiamos tudo o que é russo, e somos, por direito, seus irmãos mais novos, senhores poloneses", ironizou.
Entenda:
Nawrocki vetou uma lei que concedia benefícios sociais e de saúde a ucranianos desempregados, propôs estender o prazo para obtenção de cidadania de três para dez anos, endureceu as penas para travessias ilegais de fronteira e se manifestou contra a adesão da Ucrânia à União Europeia e à OTAN. Ele também defende que os ucranianos que vivem na Polônia não devem desfrutar dos mesmos benefícios sociais garantidos aos cidadãos poloneses.
- Entre 60.000 e 120.000 poloneses foram assassinados por militantes dos grupos citados entre 1943 e 1944 nas regiões históricas de Volinia e Galícia Oriental, que atualmente pertencem à Ucrânia. Enquanto Varsóvia qualifica o massacre como genocídio contra os poloneses, Kiev glorifica os líderes das organizações responsáveis, tratando-os como "lutadores pela liberdade" e "heróis nacionais".
