A Justiça do Rio Grande do Sul negou o pedido de Andressa Urach para cancelar doações feitas à Igreja Universal do Reino de Deus quando ela era fiel, informa o g1.
A juíza Karen Rick Danilevicz Bertoncello, da 13ª Vara Cível de Porto Alegre, concluiu que os valores foram entregues de forma voluntária e consciente, sem evidências de coação.
Urach alegava "pressão espiritual" e buscava reaver parte dos cerca de R$ 2 milhões destinados à igreja entre 2015 e 2019, período em que recebeu R$ 3,8 milhões em direitos autorais de sua biografia Morri para Viver.
A magistrada considerou que o montante restante era suficiente para garantir o sustento da ex-modelo, afastando a tese de que teria doado todo o patrimônio.
A sentença, publicada em 11 de agosto de 2025, motivou reação da defesa, que classificou a decisão como "um julgamento religioso" e afirmou que Urach é "a única resistência contra a Igreja Universal".
Os advogados de Urach apresentaram embargos de declaração alegando omissão na análise do caso.