Familiares das vítimas da Boate Kiss lamentam redução de pena de envolvidos: 'papel de palhaço'

Réus condenados em 2021 pelo júri, com penas de 18 a 22 anos, tiveram suas sentenças reduzidas para 11 a 12 anos de reclusão.

Parentes das vítimas do incêndio na Boate Kiss participaram de um protesto contra a decisão do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS), que reduziu, nesta terça-feira (26), as penas dos quatro condenados pelo incidente ocorrido em 2013, em Santa Maria.

"Nossa avaliação é de um grande papel de palhaço que nós estamos fazendo aqui", declarou Flávio Silva, presidente da Associação dos Familiares de Vítimas e Sobreviventes da Tragédia de Santa Maria (AVTSM). "É aquela história que se repete: a polícia prende e o juiz solta, e aqui o júri condena e o tribunal resolve amenizar", lamentou, conforme citado pela revista Veja.

Flávio, pai da jovem Adrielle da Silva, que comemorava 22 anos na Boate Kiss, informou que a associação irá recorrer ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) contra a decisão.

Entenda a decisão:

As condenações de Elissandro Callegaro Spohr e Mauro Londero Hoffmann, ex-sócios da boate, foram reduzidas para 12 anos de prisão. Já as penas de Marcelo de Jesus dos Santos, vocalista da banda Gurizada Fandangueira, e Luciano Bonilha, produtor musical, foram ajustadas para 11 anos de detenção.

Os advogados de defesa alegaram que as condenações contrariavam as provas e pediram novo julgamento, além da redução das penas. O pedido foi atendido parcialmente, prevalecendo o voto da relatora Rosane Wanner da Silva Bordasch.

As penas, até então, eram de: