EUA suspendem vacina contra chikungunya devido a efeitos adversos 'graves'

Casos mais graves de reações ao medicamento incluem 21 hospitalizações e três mortes.

Uma investigação sobre os efeitos colaterais da vacina Ixchiq, produzida pelo laboratório francês Valneva, contra a febre chikungunya levou as autoridades de saúde dos EUA a suspender sua licença, pois seus benefícios não foram comprovados por estudos clínicos, além de ter causado efeitos adversos diretamente ligados à morte de três pessoas.

A medida foi tomada na última sexta-feira (22) pelo Centro de Avaliação e Pesquisa Biológica da Administração de Alimentos e Medicamentos dos EUA (FDA), citando "sérias preocupações com a segurança". Casos mais graves de efeitos adversos incluem 21 hospitalizações e três mortes

Resposta da empresa

Após tomar conhecimento da decisão das autoridades americanas, o CEO da Valneva, Thomas Lingelbach, emitiu um comunicado afirmando que a empresa permanece "totalmente comprometida em manter o acesso" à vacina como uma "ferramenta global de saúde".

A empresa afirmou que a Ixchiq gerou vendas de 7,5 milhões de euros (US$ 8,8 milhões) no primeiro semestre deste ano. A suspensão levou a uma queda de mais de 26% das ações da Valneva na bolsa de valores de Paris no início do pregão de segunda-feira (25).

Especialistas em saúde pública afirmam que a chikungunya pode se tornar uma potencial pandemia no futuro, já que as mudanças climáticas fazem com que os mosquitos transmitam a doença para novas regiões.