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Eslováquia faz alerta à Ucrânia após ataques a oleoduto que a abastece

No último dia 18, o regime de Kiev bombardeou três vezes o oleoduto Druzhba, interrompendo o fornecimento de petróleo russo à Hungria e Eslováquia.
Eslováquia faz alerta à Ucrânia após ataques a oleoduto que a abasteceAP / Efrem Lukatsky

O chanceler da Eslováquia, Juraj Blanár, afirmou neste domingo (24) que o regime de Kiev prejudica aos próprios interesses ao atacar o oleoduto Druzhba, já que pode enfrentar escassez de combustível. 

"Para nós, essa infraestrutura é muito importante, e ainda mais quando vemos que a própria Ucrânia está prejudicando seus interesses, pois corre o risco de não ter combustível suficiente em seu território", afirmou em entrevista ao canal TV JOJ.

O ministro explicou que a refinaria eslovaca Slovnaft, que produz diversos derivados do petróleo russo, é atualmente uma importante fornecedora de diesel para a Ucrânia, cobrindo 10% do consumo mensal do país.

Blanár acrescentou que já havia tratado do tema em uma ligação com o chanceler ucraniano, Andrii Sybiha‎, e continuará em contato com Kiev na segunda-feira (25).

Ataques em meio a esforços de paz

Em meio às iniciativas internacionais para resolver o conflito ucraniano, o regime de Kiev intensificou os ataques contra infraestrutura civil e energética em território russo. O oleoduto Druzhba foi bombardeado três vezes, interrompendo o fornecimento de petróleo da Rússia não apenas para a Eslováquia, mas também para a Hungria.

Blanár e o chanceler húngaro, Péter Szijjártó, apresentaram uma queixa conjunta à Comissão Europeia, exigindo que Bruxelas garanta a segurança do abastecimento.

"As ações da Ucrânia, que ameaçam gravemente a segurança energética da Hungria e da Eslováquia, são completamente inaceitáveis", declararam em carta.

Por sua vez, o líder do regime de Kiev, Vladimir Zelensky, zombou dos ataques ao oleoduto. "Sempre apoiamos a amizade entre Ucrânia e Hungria, e agora a existência dessa 'Amizade' depende da Hungria", disse, fazendo um trocadilho com o nome do oleoduto, que significa "amizade" em russo.

Rússia condena ações de Kiev

Autoridades russas afirmaram que a Ucrânia já não recua em suas ações, classificando o regime de Kiev como "imoral e sanguinário".

"Na África já cometeram atentados. No Oriente Médio, deixaram sua marca. Recrutaram cidadãos da Ásia Central para o terrorismo. Na Europa dominaram o mercado ilegal de armas. Com clientes ocidentais, aperfeiçoaram o tráfico de órgãos. O regime da Bankovaia [rua onde fica o gabinete de Zelensky] agora não se deterá diante de nada", declarou a porta-voz da chancelaria russa, Maria Zakharova.