O chefe do Comando Sul dos Estados Unidos, almirante Alvin Holsey, chegou neste sábado ao Paraguai no contexto de uma viagem por diferentes países da região latino-americana e em meio a crescentes tensões com a Venezuela.
De acordo com a mídia local, Holsey foi recebido em Assunção pelo presidente do país, Santiago Peña. Ele ficará em território paraguaio por dois dias e se reunirá com diferentes autoridades para discutir questões de segurança e combate ao crime organizado.
Holsey chegou ao Paraguai após visitar a Argentina, onde participou da Conferência de Defesa da América do Sul 2025, que contou com a participação de autoridades da área de defesa do Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Guiana, Paraguai, Peru, Suriname e Uruguai. Vale ressaltar que, durante o mês de agosto, o almirante também visitou outros dois países: República Dominicana e Panamá, ambos com o objetivo de cooperação em matéria de defesa e segurança.
Tensões na região
A viagem de Holsey ocorre em meio a uma crescente escalada entre a Venezuela e os EUA, que começou no início de agosto com o aumento de 25 para 50 milhões de dólares pela informação que leve à captura do presidente venezuelano, Nicolás Maduro. Posteriormente, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, confirmou o envio de forças navais e aéreas ao sul do Mar do Caribe e à costa da Venezuela para, segundo as autoridades do país, combater o narcotráfico.
Caracas, por sua vez, declarou que não tolerará incursões estrangeiras em seu território e convocou a mobilização de 4,5 milhões de milicianos. Além disso, rejeitou o envio de militares americanos ao Caribe, ressaltando que "nenhum império virá pisar o solo sagrado da Venezuela, nem deveria pisar o solo sagrado da América do Sul". Para os dias 23 e 24 de agosto, foi anunciado um alistamento militar em todo o país.
As últimas ações dos EUA geraram rejeição entre vários líderes latino-americanos. Países como México, Colômbia, Cuba, Venezuela, bem como vários mandatários membros da Aliança Bolivariana para os Povos da Nossa América (ALBA), criticaram as operações dos EUA no Caribe.