O que foram as FARC?

A maior organização guerrilheira da Colômbia, contou com até 20 mil rebeldes armados, influenciou a política do país por cinco décadas e firmou acordo de paz em 2016.

Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia

As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia – Exército do Povo (FARC-EP) surgiram em 1964 como um movimento guerrilheiro de esquerda. O grupo nasceu em resposta a desigualdades sociais, concentração de terras e à violência política contra movimentos camponeses.

No início, a organização se financiava por meio de sequestros e da cobrança de uma "taxa" sobre a economia extrativista.

A partir dos anos 1980, com a expansão do cultivo de coca no país, passou a impor um imposto sobre a produção e comercialização da pasta base, tornando-se um ator central no conflito colombiano e na relação com a economia do narcotráfico.

Após mais de cinco décadas de confrontos, as FARC firmaram um acordo de paz com o Estado colombiano em 2016, desmobilizando-se como grupo armado e transformando-se em partido político legal.

 

Atividade:

De 1964 a 24 de novembro de 2016.

 

Líderes:

Rodrigo Londoño Echeverri, apelido 'Timochenko'; Félix Antonio Muñoz Lascarro, 'Pastor Alape'; Milton de Jesús Toncel Redondo, 'Joaquín Gómez'; Luciano Marín Arango, 'Iván Márquez'; Jaime Alberto Parra, 'Mauricio Jaramillo', 'Wilson Valderrama Cano' e 'El Médico'; Jorge Torres Victoria, 'Pablo Catatumbo'.

 

Membros:

No auge, chegou a ter por volta de 20 mil guerrilheiros.

 

Ideologia:

 

Narxismo-leninismo, maoismo, nacionalismo e bolivarianismo.

 

Objetivo:

Estabelecer um Estado socialista, reduzir desigualdades sociais, políticas e econômicas e eliminar a intervenção militar e financeira dos EUA na Colômbia.

 

Modo de operação:

Rebelião, terrorismo, tráfico de drogas, sequestro, extorsão, guerrilha, recrutamento forçado de menores, plantio de minas antipessoal e assassinato de civis, militares, políticos e estrangeiros.

 

Aliados:

Exército de Libertação Nacional (ELN), Exército de Libertação Popular (EPL) e Gangues Emergentes na Colômbia (BACRIM).

O grupo foi reconhecido como terrorista por Estados Unidos, Peru, Chile, Nova Zelândia, Colômbia, Canadá e União Europeia.

 

Ataques cometidos: