EUA podem bloquear acesso de Moraes a companhias aéreas, hotéis e serviços Apple

Discutidas na Casa Branca sob a Lei Magnitsky, as medidas preveem também bloqueio de contas do Google; o ministro do STF diz que não recuará.

O governo de Donald Trump avalia restringir o acesso do ministro Alexandre de Moraes (STF) a serviços de companhias aéreas e hotéis nos Estados Unidos, além de bloquear suas contas na Apple e no Google.

Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo, envolvidos nas conversas na Casa Branca, informaram ao jornal Metrópoles nesta quinta-feira (21) que as medidas integram as sanções previstas pela Lei Magnitsky.

"Os efeitos completos da Lei Magnitsky podem demorar meses para serem sentidos por Moraes na integralidade. Mas vamos acompanhar de perto para que a lei seja aplicada em sua máxima extensão. Já temos o compromisso dos Estados Unidos de cooperarem nesse sentido. Isso será aprofundado nas próximas reuniões", disse Paulo Figueiredo.

"A lei estabelece que empresas com negócios nos Estados Unidos não podem manter relações comerciais com os sancionados. E isso não vale apenas para instituições financeiras. Estamos avançando para que isso seja implementado rapidamente por companhias aéreas, hotéis, Apple e Google. Moraes não terá mais iPhone nem celular Android", acrescentou.

Moraes não recua

O ministro Alexandre de Moraes não comentou o caso, mas afirmou a interlocutores que não recuará diante da ofensiva americana.

Segundo os interlocutores, Moraes estima contar com o respaldo de oito ministros do STF, exceto André Mendonça, Nunes Marques e Luiz Fux, e acredita que a pressão do governo Trump não alterará essa posição.