
Israel inicia ofensiva na Cidade de Gaza e mobiliza 60 mil reservistas

O governo israelense anunciou que convocará 60.000 reservistas nesta semana para um ataque planejado à Cidade de Gaza, com a previsão de enviar mais 20.000 cartas de convocação até o final do mês. Segundo o porta-voz militar Effie Defrin, citado pelo Jerusalem Post, as Forças de Defesa de Israel (IDF) "já controlam os arredores da cidade".
"Iniciamos as ações preliminares e os estágios iniciais da ofensiva na Cidade de Gaza, e as forças da IDF já estão mantendo posições nos arredores da Cidade de Gaza", comunicou Defrin.

A ajuda humanitária na Faixa de Gaza continuará e será ampliada, afirmou o funcionário. Para reduzir os danos a civis, as IDF alertarão os moradores sobre a necessidade de evacuação.
"Intensificaremos os ataques ao Hamas na Cidade de Gaza, o reduto político e militar da organização terrorista", acrescentou.
A convocação de novos reservistas integra um plano aprovado pelo ministro da Defesa, Israel Katz, que marca o início de uma nova fase de operações em regiões densamente povoadas de Gaza, segundo informações do Exército israelense.
O porta-voz da Organização das Nações Unidas, Stéphane Dujarric, criticou a ação de Tel Aviv. "É bastante óbvio que isso só criará outro deslocamento em massa de pessoas que têm sido deslocadas repetidamente desde o início desta fase do conflito", declarou.
Novo plano de assentamento
No mesmo dia, Israel aprovou um novo plano de assentamentos na Cisjordânia, medida que, segundo críticos, compromete a criação de um Estado palestino independente, informou a mídia local.
O projeto prevê a ampliação de comunidades judaicas em áreas estratégicas, consolidando o controle israelense em territórios reivindicados pelos palestinos.
O projeto E1 prevê a construção de 3.400 novas unidades habitacionais e foi confirmado pelo ministro das Finanças de Israel, Bezalel Smotrich, após aprovação de uma comissão de planejamento ligada ao Ministério da Defesa.
"O Estado palestino está sendo apagado da mesa de negociações, não com slogans, mas com ações", declarou Smotrich.
Dujarric também comentou sobre o plano de assentamento, condenando a decisão e alertando que a medida dificultará a criação de dois Estados. "Apelamos ao governo de Israel para que interrompa todas as atividades de assentamento", afirmou o funcionário da ONU.

