O mês de julho registrou a menor área queimada desde o início da medição do Monitor do Fogo do MapBiomas em 2019. Foram 748 mil hectares queimados, o que representa uma redução de 40% em relação ao mesmo mês de 2024, com 510 mil hectares a menos queimados. Em 2019, início da série histórica, foram 1,01 milhões de hectares.
O levantamento foi divulgado nesta quarta-feira (20) pela plataforma MapBiomas, uma iniciativa multi-institucional que envolve universidades, ONGs e empresas de tecnologia focada em monitorar as transformações na cobertura e no uso da terra no Brasil.
Do total da área queimada em julho, 76,5% ocorreram em vegetação nativa, com a maior parte atingindo formações savânicas, que responderam por 36% da área queimada no mês. Entre as áreas de uso agropecuário, as pastagens se destacaram, correspondendo a 14,3% das queimadas em julho de 2025.
O Cerrado, bioma composto majoritariamente por formações savânicas, teve 571 mil hectares queimados em julho, o que corresponde a 76% de toda a área queimada no Brasil no mês. As queimadas em julho deste ano foram 16% inferiores do que no mesmo período de 2024. Em seguida vem a Amazônia, com 143 mil hectares queimados, uma queda de 65% em relação ao mesmo mês do ano anterior.
Os estados que registraram as maiores queimadas no mês passado também estão total ou parcialmente localizados no Cerrado: Tocantins (203 mil hectares), Mato Grosso (126 mil hectares) e Maranhão (121 mil hectares). Todos os municípios do Cerrado afetados pelos incêndios em julho estão localizados no Cerrado: Lagoa da Confusão (TO), com 52,6 mil hectares; Mirador (MA), com 38,5 mil hectares; e Formoso do Araguaia (TO), com 34,8 mil hectares queimados.
Durante o período de janeiro e julho deste ano, o Cerrado registrou a maior área queimada, totalizando 1,2 milhão de hectares, o que representa metade de toda a área queimada no Brasil em 2025. Na Amazônia, entre janeiro e julho, uma área de 1,1 milhão de hectares foi incendiada, o que representa uma diminuição de 70% em comparação ao mesmo período do ano passado. Esse número representa a menor área queimada na Amazônia desde 2019.