As autoridades russas inauguraram nesta quarta-feira (20) um monumento em memória da jornalista Daria Dugina, filha do influente filósofo russo Alexander Dugin, cujo carro foi dinamitado em 2022 pelo Serviço de Segurança da Ucrânia. A cerimônia comemorou o terceiro aniversário de sua morte.
O monumento de bronze de 3,5 metros de altura, que representa Dugina com um livro na mão, foi instalado no parque Zajárovo, na província de Moscou. Após a inauguração, os participantes fizeram um minuto de silêncio. O evento contou com a presença do pai da falecida e sua mãe, Natalia Melentieva; o diretor-geral do grupo de mídia Rossiya Segodnya, Dmitri Kiselev; o chefe da República Popular de Donetsk, Denis Pushilin; além de outros funcionários e personalidades.
O atentado
O carro de Dugina explodiu enquanto circulava por uma rodovia na província de Moscou. A explosão ocorreu bem na frente do carro em que Alexander Duguin estava viajando. De acordo com o Serviço Federal de Segurança (FSB, na sigla em russo), o assassinato foi orquestrado pelos serviços ucranianos e executado pela cidadã ucraniana Natalia Vovk, que após cometer o crime fugiu para a Estônia.
Vovk entrou na Rússia em 23 de julho de 2022 junto com sua filha de 12 anos, com o objetivo de planejar o assassinato e coletar informações sobre os hábitos da vítima. Ela alugou um apartamento em Moscou, no mesmo prédio onde Dugina morava.
Para entrar no país, ela utilizou um carro com placa da República Popular de Donetsk, que depois trocou por uma placa do Cazaquistão para se deslocar por Moscou. Vovk deixou a Rússia com o mesmo veículo, mas com placa ucraniana.
No dia do atentado, Vovk e sua filha assistiram ao festival de música e literatura “Tradição”, onde Dugina era convidada de honra. Depois de provocar a explosão do Toyota Land Cruiser Prado que a jornalista dirigia, as duas fugiram para a Estônia através da região russa de Pskov, detalhou o FSB. Foi emitida uma ordem de busca internacional contra Vovk para sua extradição para a Rússia.