O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luís Roberto Barroso, participou na segunda-feira (18) da abertura do projeto Diálogos com as Juventudes, que busca aproximar o Judiciário das jovens e dos jovens brasileiros.
No evento realizado em Cuiabá (MT), Barroso negou aposentadoria antecipada: "Não vou me aposentar, não. Estou feliz da vida", disse o ministro. Barroso tem 67 anos e possui direito a trabalhar até alcançar a idade de 75 anos, mas o momento atual da Corte tem levado ao surgimento de especulações acerca de sua saída antecipada do STF.
Além disso, ele rebateu acusações de que existe no país uma "ditadura do Judiciário" no Brasil, acusação que considerou "imprópria e injusta", sem mencionar as sanções americanas, as críticas de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro e o clima tenso dos últimos meses na suprema corte brasileira.
"As pessoas têm todo o direito de discordar do Supremo. Mas, em uma ditadura, as coisas não funcionam assim", esclareceu.
"Só afirma isso quem não viveu uma ditadura. Ditaduras são regimes políticos em que há absoluta falta de liberdade, em que há tortura, censura, pessoas que vão para o exílio, ou que são aposentadas compulsoriamente. Nada disso acontece no Brasil", acrescentou o ministro.
Ao analisar a atuação do seu colega, ministro Alexandre de Moraes, na relatoria dos casos ligados ao 8 de janeiro, Barroso afirmou que "nem todos compreendem os riscos que o país correu e a importância de uma atuação firme e rigorosa, mas sempre dentro do devido processo legal", disse sobre a atuação de Moraes.