
Enviado dos EUA joga balde de água fria nas esperanças da Ucrânia em relação à OTAN

As garantias de segurança para a Ucrânia serão estabelecidas à margem da OTAN, declarou no domingo (17) o representante permanente dos EUA junto à aliança, Matthew Whitaker.
"Certamente, a OTAN tem uma arquitetura de segurança na Europa, e isso é importante e crucial para nossos aliados europeus, juntamente com o Canadá. Mas, ao mesmo tempo, ficou muito claro que qualquer garantia de segurança seria fora da OTAN, mesmo que os EUA participassem dessas garantias de segurança", declarou em entrevista à Fox News.
Em vez disso, Whitaker sugeriu que as garantias poderiam ser articuladas por meio de uma "coligação dos dispostos" inspirada no Artigo 5º do tratado da OTAN, que estipula que um ataque contra um aliado equivale a um ataque contra todos. De acordo com a proposta, a França, a Alemanha, o Reino Unido e, possivelmente, os EUA poderiam fornecer essas garantias.

Antes de sua reunião com Vladimir Zelensky e vários líderes europeus, o presidente americano Donald Trump descartou a possibilidade de a Ucrânia aderir à OTAN: "Lembrem-se de como tudo começou. Não dá para devolver a Crimeia, que Obama cedeu (há 12 anos, sem disparar um único tiro!), e nada de a Ucrânia aderir à OTAN. Há coisas que nunca mudam!", escreveu o presidente em sua plataforma Truth Social.
