Em reunião realizada neste sábado (16) para avaliar os resultados da cúpula do Alasca, o presidente russo Vladimir Putin qualificou seus diálogos com Donald Trump, realizados na véspera, como "francos e significativos", acrescentando que eles "nos aproximam das soluções necessárias".
Putin ressaltou a relevância do encontro, observando que negociações dessa natureza entre Moscou e Washington não ocorriam há bastante tempo. O líder russo especificou que "praticamente todas as esferas" de interação bilateral foram discutidas, porém a prioridade foi dada à ''resolução da crise ucraniana com base justa''.
''E, claro, tivemos a oportunidade, que aproveitamos, de debater sobre a gênese, sobre as causas dessa crise. É a eliminação dessas causas profundas que deve servir como alicerce para o acordo", acrescentou.
Putin celebrou a oportunidade de apresentar, "com calma e em detalhes", a posição russa ao lado americano, e observou:
"Também respeitamos a posição do governo americano, que reconhece a necessidade de um cessar-fogo imediato. Bem, nós igualmente desejamos isso e pretendemos avançar na resolução de todas as questões por meios pacíficos".
- O presidente russo, Vladimir Putin, e Donald Trump reuniram-se na base militar Elmendorf-Richardson, em Anchorage, em uma cúpula histórica na sexta-feira. O encontro, realizado a portas fechadas, durou cerca de três horas.
- Ao final da reunião - que abordou, entre outros temas, o conflito na Ucrânia - os líderes realizaram uma coletiva de imprensa conjunta, classificando as discussões como "produtivas" e "construtivas".
- A comunidade internacional saudou os esforços de paz: países como Índia, Eslováquia e Hungria parabenizaram os presidentes pela atitude ''altamente louvável'' e destacaram que o conflito deve ser resolvido através das negociações.
- Alguns líderes europeus, no entanto, reagiram às notícias prometendo "reforçar as sanções e implementar medidas econômicas mais amplas" contra a Rússia.