Questões relacionadas à resolução do conflito ucraniano serão discutidas na reunião entre o presidente russo, Vladimir Putin, e seu colega americano, Donald Trump, que será realizada no Alasca na sexta-feira, anunciou o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, nesta quinta-feira (14).
"O presidente Putin e o presidente Trump estão prontos para o diálogo e discutirão as questões mais difíceis", observou o porta-voz, acrescentando que tudo o que era necessário para a reunião foi feito e que todos os parâmetros foram cumpridos.
"Por um lado, o tempo para preparar a reunião foi excepcionalmente curto, mas agora nos encontramos em uma situação excepcionalmente incomum", acrescentou Peskov.
O porta-voz da presidência russa também observou que "o presidente Trump está demonstrando uma abordagem incomum para resolver os problemas mais difíceis", o que, segundo ele é "muito apreciado por Moscou e pelo presidente Putin".
"O presidente Putin sempre repete que, para nós, é preferível resolver o conflito político ucraniano por via diplomática. E, ao que parece, o presidente Trump deseja sinceramente contribuir para isso. Neste caso, vemos a vontade política mútua de ambos os presidentes para resolver esses problemas por meio do diálogo. Isso é muito positivo", destacou.
"Vontade política mútua"
Ao mesmo tempo, segundo Peskov, não é esperada nenhuma resposta significativa da Europa. "Partimos da boa vontade política demonstrada pelos presidentes de ambos os países para resolver os problemas por meio do diálogo. Essa vontade política mútua está ausente no momento. Vemos que provavelmente nunca veremos uma resposta adequada, por exemplo, dos europeus", disse.
Peskov também comentou a última visita de Witkoff a Moscou, dizendo que "foi muito produtiva e informativa": "Ele teve uma conversa proveitosa com o presidente, durante a qual houve troca de sinais entre as duas partes. Sinais foram recebidos e transmitidos, e este se tornou o precursor desta mesma cúpula", disse.
Segundo o porta-voz, Putin e Trump deverão delinear "a gama de acordos e entendimentos que podem alcançar" após a cúpula.
No mesmo contexto, Peskov observou que esta é uma cúpula russo-americana, e que questões relacionadas à posição da Ucrânia estão reservadas para etapas posteriores.
"Por enquanto, é claro, seria um grande erro nos precipitarmos, tentar nos antecipar e tentar prever o resultado", observou. Ao mesmo tempo, o porta-voz observou que não há previsão de assinatura de nenhum documento após a cúpula.