
Pyongyang alerta sobre a 'quimera' de Seul

Seul vive a "falsa ilusão" de um possível diálogo entre Washington e Pyongyang, afirmou nesta quinta-feira (14) Kim Yo-jong, irmã do líder supremo norte-coreano Kim Jong-Un, em comunicado divulgado pela agência estatal KCNA. Ela disse que o tema "não tem nada a ver" com os Estados Unidos e que a República Popular Democrática da Coreia não tem interesse em retomar as conversações.
Kim negou que seu país tenha retirado alto-falantes de propaganda na fronteira, como afirmaram autoridades sul-coreanas. Ela classificou a informação como uma "suposição unilateral infundada", usada por Seul para criar a impressão de que as relações intercoreanas estão sendo restabelecidas.

Para a influente funcionária, a suposta vontade de distensão do governo sul-coreano e sua decisão de ajustar ou adiar manobras militares conjuntas com os EUA são meras tentativas de melhorar a imagem de Seul.
Na realidade, segundo ela, o país vizinho mantém uma "intenção hostil" em relação a Pyongyang, e os exercícios militares previstos para 18 de agosto voltarão a mostrar o "caráter agressivo" do governo sul-coreano.
"Os governantes de Seul têm o objetivo de moldar a opinião pública enquanto embelezam sua nova política em relação à RPDC", disse Kim.
"Seu cálculo tolo é que, se conseguirem que respondamos às suas ações, isso será positivo; caso contrário, suas ações pelo menos refletirão 'esforços de distensão' e poderão atribuir a responsabilidade pela escalada das tensões à RPDC e ganhar o apoio mundial", acrescentou.
