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Senador norte-americano argumenta que seu país seria punido por Deus caso cortasse ajuda a Israel

Lindsey Graham defendeu os ataques contínuos de Israel aos territórios palestinos e afirmou que está exausto de ouvir sobre o "genocídio" da parte da comunidade internacional e da mídia.
Senador norte-americano argumenta que seu país seria punido por Deus caso cortasse ajuda a IsraelMichael M. Santiago / Gettyimages.ru

O senador Lindsey Graham* afirmou em um discurso que, caso os Estados Unidos decidam cessar o apoio a Israel em decorrência das acusações de genocídio contra o povo palestino, "Deus" castigará os norte-americanos.

"Um aviso: se os EUA 'tirarem a tomada' de Israel, é Deus quem vai 'tirar a nossa tomada'", expressou Graham no fim de semana, em seu discurso na 58ª Gala Anual do Elefante de Prata, evento de arrecadação de fundos mais importante do Partido Republicano na Carolina do Sul, conforme citado pela imprensa.

Originalmente, o senador usou a expressão "pull the plug", que faz alusão à interrupção de um projeto, processo ou, neste caso, ao corte de apoio ao governo israelense. No segundo uso, a frase sugere que Deus "desligaria" os Estados Unidos — uma metáfora para consequências divinas caso o país abandonasse seu aliado.

O senador defendeu os ataques contínuos de Israel aos territórios palestinos e afirmou que está exausto de ouvir a comunidade internacional e a mídia falarem constantemente sobre o genocídio israelense contra os palestinos. "Estou cansado da palavra genocídio", enfatizou.

"Deixem-me falar sobre genocídio: se Israel quisesse cometer genocídio, poderia fazê-lo. Eles têm a capacidade para isso, mas optam por não fazer", afirmou o congressista, acrescentando que, neste momento, "Israel luta por suas vidas", pois "estão rodeados de pessoas que os matariam a todos se pudessem".

Em seu discurso, Graham expressou indignação contra o Hamas, alegando que, na sua opinião, o movimento palestino "poderia cometer genocídio" contra Israel em apenas "30 segundos", mas "simplesmente não consegue".

* Lindsey Graham é listado na Rússia como terrorista e extremista.