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Cuba reage a novas sanções dos EUA

A medida norte-americana afeta autoridades na ilha, em Granada e em vários países africanos.
Cuba reage a novas sanções dos EUAOleksii Liskonih / Gettyimages.ru

O governo de Cuba reafirmou seu compromisso em manter a cooperação médica internacional, mesmo diante das ameaças de novas sanções anunciadas nesta quarta-feira (13) pelo Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio.

Em postagem na plataforma X, o ministro das Relações Exteriores cubano, Bruno Rodríguez, criticou a iniciativa americana:"[O] Secretário de Estado dos EUA ameaça impor restrições de visto a governos que tenham programas legítimos de cooperação médica com Cuba. Isso demonstra imposição e agressão pela força, como a nova doutrina de política externa daquele governo. Cuba continuará a prestar serviços".

Anteriormente, Rubio informou que o Departamento de Estado está adotando medidas para restringir vistos de funcionários dos governos cubano e granadino, além de alguns países africanos, acusando-os de serem "cúmplices do programa de exportação de trabalho forçado do 'regime cubano'".

"Estamos comprometidos em acabar com essa prática. Os países cúmplices dessa exploração deveriam pensar duas vezes", afirmou, sem detalhar quais nações africanas seriam afetadas.

A ação norte-americana é uma extensão de políticas anteriores, incluindo a decisão anunciada em fevereiro de expandir restrições de vistos a Cuba, sob razões idênticas às divulgadas hoje. Na época, Havana afirmou que a decisão foi tomada "com base em falsidades".

Além disso, as sanções norte-americanas atingem diretamente o presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, que em julho foi acusado de cometer "graves violações dos direitos humanos". O governo de Cuba denunciou a medida, reforçando que os Estados Unidos mantêm contra a ilha "uma guerra econômica prolongada e implacável".