Luiz Inácio Lula da Silva, presidente do Brasil, reagiu nesta quarta-feira (14) ao mais novo relatório de direitos humanos do Departamento de Estado do governo Trump, divulgado no dia anterior.
Segundo o presidente, os Estados Unidos tentam, com o documento, ''criar uma imagem de demônio'' do Brasil. A tática integraria uma estratégia mais ampla e tradicional norte-americana, que age dessa forma ''contra quem quer brigar''.
Nesse contexto, Lula destacou a soberania do Judiciário brasileiro e afirmou que não aceitará ''qualquer pecha de que no Brasil, não respeitamos os direitos humanos, ou que o julgamento [do ex-presidente Jair Bolsonaro] está sendo feito de forma arbitrária''.
O mandatário afirmou que Bolsonaro está sendo julgado em condições normais, condizentes com uma ''democracia elevada à quinta potência'', com direito à presunção de inocência – garantia que, segundo Lula, lhe foi negada quando enfrentou a Justiça e preso em segunda instância. ''E eu não reclamei'', pontuou.
Relembre:
O documento divulgado pelo governo Trump acusa o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes de promover "censura", e afirma que a suspensão de mais de 100 perfis, majoritariamente de apoiadores de Jair Bolsonaro, da plataforma X, por ordens de Moraes, representa um cerceamento à liberdade de expressão.
Alega-se ainda que "a situação dos direitos humanos no Brasil piorou ao longo do ano", estendendo críticas às declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre a conduta de Israel na Faixa de Gaza.