Hugo Motta pede afastamento de 15 deputados após motim na Câmara

Solicitações foram enviados à Corregedoria da Casa e incluem 14 parlamentares da oposição e uma governista.

Nesta sexta-feira (8), o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, decidiu encaminhar à Corregedoria da Casa os pedidos de afastamento, por até seis meses, de 15 deputados, informou a Agência Brasil. 14 deles pertencem à oposição e participaram do motim que interrompeu as atividades legislativas nos dias 5 e 6 de agosto. A deputada Camila Jara (PT), única da base governista a compor a lista, é acusada de agredir o deputado Nikolas Ferreira (PL).

De acordo com a Secretaria-Geral da Mesa, a decisão foi tomada em reunião realizada nesta tarde.

"A fim de permitir a devida apuração do ocorrido, decidiu-se pelo imediato encaminhamento de todas as denúncias à Corregedoria Parlamentar para a devida análise", informou o órgão em nota.

Após análise pela Corregedoria, que deve incluir a revisão de imagens, os casos retornarão à Mesa Diretora e, em seguida, serão enviados ao Conselho de Ética.

Quem são os parlamentares citados

Os oposicionistas alvos da medida são:

Do lado governista, a única citada é a deputada Camila Jara (PT-MS).

Acusações apresentadas

Durante esta manhã, o líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias, apresentou um ofício à Mesa Diretora pedindo abertura de processo disciplinar e suspensão cautelar de cinco parlamentares apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro. Os demais congressistas do PL foram incluídos em uma representação individual do deputado João Daniel (PT-SE), enquanto a suspensão de Camila Jara foi solicitada por deputados da oposição.