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Sheinbaum nega possibilidade de invasão militar dos EUA em território mexicano

A presidente mexicana reafirmou a soberania do país após reportagem do NYT que noticiado uma suposta autorização de Trump para ações militares contra cartéis.
Sheinbaum nega possibilidade de invasão militar dos EUA em território mexicanoJuan Abundis/ObturadorMX/Getty Images

Nesta sexta-feira (8), a presidente do México, Claudia Sheinbaum, afirmou categoricamente que o país não corre risco de uma intervenção militar dos Estados Unidos em seu território, informou a Reuters.

A declaração ocorre em meio a uma reportagem do The New York Times que revelou que o presidente Donald Trump teria assinado uma autorização ao Departamento de Defesa permitindo o uso de força militar contra cartéis de drogas latino-americanos, incluindo operações que poderiam atingir o solo mexicano.

Segundo Sheinbaum, o governo mexicano foi informado sobre a ordem executiva assinada por Trump, mas destacou que essa medida não implica em qualquer participação direta das forças militares dos EUA em solo mexicano. A presidente reforçou o compromisso do México com uma cooperação que respeite a soberania nacional, sem subordinação ou invasão estrangeira.

Em fevereiro, a Casa Branca incluiu oficialmente vários cartéis mexicanos em sua lista de organizações terroristas, entre eles o Cartel de Sinaloa, a Nova Geração de Jalisco e o Cartel do Golfo. Também foram listadas gangues venezuelanas com atuação no México, como Tren de Aragua e Mara Salvatrucha.

O secretário de Estado, Marco Rubio, afirmou que a medida concederia ao governo dos EUA a autoridade para utilizar as forças militares contra organizações criminosas envolvidas no tráfico.

"Isso nos permite agora atingir o que eles estão operando e usar outros elementos do poder americano, agências de inteligência, o Departamento de Defesa, o que for... para atingir esses grupos se tivermos a oportunidade de fazê-lo", disse Rubio.

"Temos que começar a tratá-los como organizações terroristas armadas, não simplesmente como organizações de tráfico de drogas", complementou o norte-americano.