Notícias

Moraes proíbe visita de deputado a Bolsonaro e parlamentar reage: 'Decisão absurda'

Deputado federal Gustavo Gayer é o primeiro aliado a ter pedido de visita negado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal.
Moraes proíbe visita de deputado a Bolsonaro e parlamentar reage: 'Decisão absurda'Reprodução/Instagram

Nesta sexta-feira (8), o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes proibiu que o ex-presidente Jair Messias Bolsonaro, preso em regime domiciliar, recebesse a visita do deputado federal Gustavo Gayer (PL), conforme divulgado pela mídia local.

De acordo com o ministro da Suprema Corte, Gayer não teve permissão para visitar Bolsonaro por estar sendo investigado pelo STF.

"Em face da medida cautelar imposta ao custodiado Jair Messias Bolsonaro, consistente em proibição de comunicar-se com réus ou investigados em ações penais, inclusive por meio de terceiros, indefiro a autorização de visita para Gustavo Gayer Machado de Araújo, uma vez que é investigado na Pet 12.042", disse Moraes.

No mesmo despacho, o magistrado autorizou a visita de outros cinco aliados do ex-presidente: a vice-governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP); e os deputados federais Domingos Sávio (PL), Joaquim Passarinho (PL), Capitão Alden (PL) e Júlia Zanata (PL).

Gayer é o primeiro caso em que um pedido de visita a Bolsonaro foi negado por Moraes desde a decretação da prisão do ex-presidente.

Deputado se manifesta

Em entrevista ao portal Metrópoles, Gustavo Gayer classificou como "absurda" a decisão de Alexandre de Moraes de proibi-lo de visitar Jair Bolsonaro e afirmou que ela "não tem fundamento".

"Essa petição que ele cita é aquela acusação ridícula de que eu teria uma escola de inglês e uma loja de camisetas no meu escritório político e estaria criando uma ONG para, no futuro, desviar emendas parlamentares. Ou seja, não tem absolutamente nada a ver com o Bolsonaro",  disse o deputado.

Gayer também destacou que Moraes, na decisão, mencionou que ele teria financiado os atos de 8 de janeiro com cota parlamentar antes mesmo de ter sido eleito deputado.

"Isso já virou uma piada. Ou seja, eu viajei pro futuro, peguei a cota parlamentar, voltei pro passado e financiei o 8 de janeiro", ironizou o parlamentar.