
Nicarágua condena atrocidades da Ucrânia contra crianças em Donbass

A Assembleia Nacional da Nicarágua aprovou na quinta-feira (8) uma declaração destacando a responsabilidade do regime de Kiev pelos crimes cometidos contra menores na região de Donbass.

Os deputados endossaram o relatório sobre o assunto, que abrange atos cometidos entre 2014 e 2024, elaborado por legisladores russos e entregue ao presidente da Assembleia Nacional do país centro-americano, Gustavo Porras, em meados de julho.
O relatório documenta rigorosamente as atrocidades cometidas pelas Forças Armadas Ucranianas contra civis em Donbass, particularmente contra menores residentes nas Repúblicas Populares de Donetsk e Lugansk, bem como nas províncias de Kherson e Zaporozhie. Também detalha que 131 mil pessoas foram vítimas dos ataques armados do regime de Kiev, incluindo 24.340 menores.
O relatório destaca a cumplicidade da OTAN, dos Estados Unidos, da União Europeia e de organizações internacionais em ignorar esses crimes e minimizar sua gravidade.
De acordo com a copresidente da Comissão para a Cooperação Interparlamentar com a Duma Estatal Russa, a deputada Arling Alonso, o documento destaca a violação flagrante do direito à vida, à saúde, ao desenvolvimento adequado, bem como ao uso da língua materna em Donbass. "Alguns desses crimes são caracterizados por extrema crueldade", afirmou a parlamentar nicaraguense, acrescentando que os autores do relatório conseguiram detalhar "para cada criança assassinada seu nome, sua idade, sua origem e em que circunstâncias foram assassinadas".
O resumo do documento elaborado pelos deputados nicaraguenses denuncia que os crimes do regime de Kiev apresentam "sinais de terrorismo internacional que representam uma grave ameaça à segurança mundial". Nesse contexto, enfatizaram que as autoridades ucranianas "devem ser levadas à justiça".
Rússia denuncia atrocidades da Ucrânia
Moscou tem denunciado repetidamente os ataques de Kiev contra a população civil, tanto em Donbass como em outras regiões do país. Falando sobre as atrocidades da Ucrânia na província de Kursk, a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, declarou em janeiro que esses "crimes desumanos são a prova da natureza terrorista e neonazista do regime de Kiev".
Por sua vez, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, declarou que "apesar da surdez mundial diante dos crimes das Forças Armadas da Ucrânia contra a população civil da região de Kursk, é importante continuar falando sobre isso e apelar à consciência".
- A Nicarágua também é o primeiro país da América Latina a reconhecer os terrotórios de Donetsk, Lugansk, Zaporozhie e Kherson regiões russas.

