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Áreas protegidas da Amazônia viram alvo da mineração de 'terras raras'

Mais de 100 requerimentos ativos estão dentro ou próximos de territórios indígenas, quilombolas e unidades de conservação.
Áreas protegidas da Amazônia viram alvo da mineração de 'terras raras'Gettyimages.ru / LanaMais

A pesquisa da Repórter Brasil, com base em dados da Agência Nacional de Mineração, revelou que ao menos 41 áreas protegidas na Amazônia Legal são alvo de pedidos de mineração de terras raras.

Entre as áreas estão terras indígenas, comunidades quilombolas e unidades de conservação ambiental.

Segundo a análise, há 2,9 mil pedidos ativos para exploração de terras raras no Brasil, sendo que 82% foram protocolados a partir de 2022. A maioria ainda está na fase inicial do processo, com solicitações de autorização para pesquisa.

Na Amazônia, 103 dos 157 requerimentos estão dentro ou a menos de 10 km de territórios protegidos. Ao todo, 41 áreas seriam impactadas: três territórios quilombolas, quatro terras indígenas e 34 unidades de conservação.

Reverter tarifaço de Trump

Na terça-feira (5), a revista Oeste afirmou que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva estuda incluir minerais estratégicos — os chamados "terras raras" — nas negociações para tentar reverter a tarifa de 50% imposta pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre produtos brasileiros.

A proposta em análise prevê um modelo de cooperação industrial, com foco na atração de investimentos de empresas norte-americanas para a produção conjunta de componentes no Brasil, e não apenas em acordos voltados à extração de recursos.