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Processo de cassação de mandato de Carla Zambelli avança na Câmara dos Deputados

A deputa, que encontra-se detida na Itália, pede uma acareação com o hacker Walter Delgatti Neto no processo que corre no STF sobre a invasão do sistema eletrônico do Conselho Nacional de Justiça durante as eleições de 2022.
Processo de cassação de mandato de Carla Zambelli avança na Câmara dos Deputados

Após Carla Zambelli (PL-SP), deputada federal licenciada do cargo e foragida na Europa, ser oficialmente notificada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados em 18 de julho, o processo para a sua cassação tem avançado.

O relator do processo na Comissão, o deputado Diego Garcia (Republicanos-PR), se reuniu na terça (5) com o presidente da Comissão, o deputado Paulo Azi (UNIÃO-BA), para definir a ordem de oitiva das testemunhas de defesa da parlamentar.

Os advogados de Zambelli pediram a realização de acareação entre ela e o hacker Walter Delgatti Neto, que alegou haver sido contratado para a invasão do sistema eletrônico do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) durante o período eleitoral de 2022, motivo pelo qual Zambelli foi condenada a 10 anos de prisão pelo Supremo Tribunal Federal e se encontra presa na Itália com processo de extradição para o Brasil em andamento.

A CCJ é responsável por elaborar o parecer técnico sobre a possível cassação de mandato da deputada, mas é o plenário da Câmara, para onde o processo é destinado após a aprovação da comissão, que tem a palavra final sobre o assunto, já que a cassação exige o voto favorável de 257 votos dos membros da casa, ou seja, da maioria absoluta dos deputados federais.

Considerando que Zambelli está presa desde o fim de julho na Itália, a Comissão avalia meios para a realização da audiência de oitiva da deputada por meio de videoconferência.

No início de julho, após ter uma licença concedida pela Câmara para tratar de "interesses particulares", a decisão de bloquear o salário e demais verbas da deputada licenciada foi comunicada pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), seguindo as orientações do ministro do STF, Alexandre de Moraes.