Trump quer 'tirar' os Estados Unidos do conflito ucraniano

O presidente enfatizou que a crise é um legado de seu antecessor, Joe Biden.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na terça-feira (5) que pretende retirar o país do conflito na Ucrânia.

"Esta é a guerra de Biden. Não é a minha guerra. Estou aqui para nos tirar dela", declarou o presidente ao ser questionado por um repórter sobre o recrutamento militar de pessoas com mais de 60 anos pelo regime de Kiev.

Antes disso, o vice-chefe de Gabinete da Casa Branca, Stephen Miller, disse que Trump mantém "todas as opções sobre a mesa" para lidar com a crise ucraniana, seja por meios diplomáticos, financeiros ou outros.

Em julho, Trump havia dado um ultimato à Rússia, ameaçando impor tarifas secundárias caso não houvesse avanços nas negociações em 50 dias. Depois, reduziu o prazo para 10 dias, se estendendo agora até 8 de agosto.

De acordo com a Bloomberg, a Casa Branca –, pressionada pela própria contagem regressiva –, enviou nesta quarta-feira (6) o emissário especial Steve Witkoff a Moscou para negociar com autoridades russas. Na véspera, Trump confirmou o encontro. "Temos uma reunião com a Rússia amanhã. Veremos o que acontece. Tomaremos essa decisão naquele momento", afirmou.