O Departamento de Estado dos EUA aprovou nesta terça-feira (5) a possível venda à Ucrânia de equipamentos, serviços de reparo e apoio à manutenção para canhões M777 howitzer de 155 mm por um custo estimado de U$ 104 milhões.
Segundo a Agência de Cooperação de Segurança de Defesa norte-americana, o regime de Kiev solicitou a compra do material pelo custo mencionado. O contratante principal será a BAE Systems, sediada no Reino Unido.
Enquanto isso, Washington também autorizou um segundo acordo para uma possível venda de serviços de transporte e consolidação à Ucrânia, junto com equipamentos relacionados, por um custo estimado de U$ 99,5 milhões.
O órgão assegurou que ambas as operações "melhorarão a capacidade da Ucrânia para fazer frente a ameaças atuais e futuras". "A Ucrânia não terá dificuldades para integrar esses serviços em suas Forças Armadas", detalhou. Os comunicados indicam que a implementação das vendas propostas "não exigirá a designação de representantes adicionais do Governo dos Estados Unidos nem de contratados para a Ucrânia", e também não afetarão "negativamente a preparação para a defesa" do país norte-americano.
Nesta semana, o embaixador dos EUA na OTAN, Matthew Whitaker, assegurou que os envios de armas norte-americanas financiados por países europeus têm um limite, e que não deveriam colocar Washington em uma posição vulnerável. "Queremos garantir que os EUA nunca se encontrem em desvantagem estratégica nem fiquem em uma posição vulnerável. E o que estamos fornecendo é o que seria considerado excesso, além do que precisamos para nos defender estrategicamente", explicou.