A presidente do México, Claudia Sheinbaum, informou nesta terça-feira (5) que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, propôs enviar militares americanos para combater o tráfico de drogas em território mexicano.
"O presidente Trump realmente me propôs em uma conversa telefônica enviar o exército dos EUA, e eu respondi que não, que essa não era uma opção, não estava em discussão, e ele entendeu isso", afirmou a presidente durante sua coletiva de imprensa regular.
"Eles podem insistir novamente, mas essa não é uma opção. Em vez disso, existem outras formas de colaborar e cooperar. Há informações que eles podem nos fornecer e informações que podemos fornecer a eles no âmbito da cooperação, sem subordinação e com respeito à nossa soberania", observou ela.
Sheinbaum fez essas declarações depois de ser questionada sobre publicações na imprensa americana que afirmam que os EUA estão pressionando o México em questões de segurança.
Na véspera, Sheinbaum refutou categoricamente um artigo do The New York Times sobre a crise enfrentada pelo presidente do Conselho de Coordenação Política do Senado do México, Adán Augusto López, um dos líderes mais influentes do partido governista Movimento Nacional de Regeneração (Morena).
O debate surgiu porque, quando Adán Augusto López era governador do estado de Tabasco, nomeou Hernán Bermúdez Requena como ministro da Segurança, que atualmente está foragido e é procurado por um mandado internacional como suposto líder do cartel La Barredora.
Entretanto, na segunda-feira, o The Wall Street Journal insistiu que a expansão dos cartéis mexicanos está prejudicando as relações entre o México e os EUA, o que a presidente negou novamente.