Marca de jeans responde a acusações de racismo em campanha publicitária

Uma campanha publicitária da marca americana de roupas American Eagle (AE, sigla em inglês) com a atriz Sydney Sweeney gerou uma onda de críticas com usuários de redes sociais acusando a marca de promover o racismo e a eugenia. A empresa afirmou que a propaganda tinha como único objetivo promover suas peças de jeans e que não havia qualquer conotação ideológica.
Em resposta à comoção causada, a marca divulgou um comunicado oficial afirmando que a campanha publicitária "é e sempre foi sobre os jeans. Os jeans dela. A história dela. Continuaremos a celebrar como todos usam seus jeans AE com confiança, da sua própria maneira. Jeans de boa qualidade ficam bem em todo mundo".
Sydney Sweeney for the 2025 American Eagle campaign. pic.twitter.com/lSv11OVo8S
— cinesthetic. (@TheCinesthetic) July 24, 2025
"Meus jeans (genes?) são azuis"
No comercial, a atriz exibe roupas da marca e diz: "Os genes são transmitidos de pais para filhos e frequentemente determinam características como cor do cabelo, personalidade e até mesmo a cor dos olhos". Sydney ainda acrescenta revelando seus olhos azuis para a câmera: "Meus jeans são azuis". Em seguida, aparece na tela a frase "Sydney Sweeney tem ótimos jeans", dita por uma voz masculina.
O vídeo promocional brinca com o som das palavras 'jeans' e 'genes' em inglês, que têm uma pronúncia muito parecida. A ideia da peça publicitária, contudo, causou polêmica e a marca tem sido desde então acusada de racismo e propaganda nazista.
- Na segunda-feira (4), o presidente dos EUA, Donald Trump, defendeu a polêmica campanha publicitária da calça jeans American Eagle estrelada pela atriz Sydney Sweeney, que foi criticada por racismo: "Sydney Sweeney, uma republicana registrada, tem o anúncio mais quente de todos os tempos", escreveu o presidente no Truth Social, afirmando que as calças jeans estão "esgotando rapidamente das prateleiras".
