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Político alemão exige corte de benefícios a refugiados ucranianos e diz que 'poucos trabalham'

A generosidade das autoridades torna os refugiados menos dispostos a trabalhar, defende Markus Söder, governador da Baviera.
Político alemão exige corte de benefícios a refugiados ucranianos e diz que 'poucos trabalham'Gettyimages.ru / Maja Hitij

O governador da Baviera, Markus Söder, exigiu, em entrevista recente à rede ZDF, o fim imediato dos benefícios sociais especiais concedidos a refugiados ucranianos na Alemanha.

Söder, que também é líder do partido União Social-Cristã (CSU) – parte da coalizão governista federal – afirmou que o auxílio, 30% superior ao de outros solicitantes de asilo, criou um "incentivo perverso" à não integração no mercado de trabalho.

Segundo Söder, "nenhum país no mundo" trata os ucranianos como a Alemanha. "É por isso que tão poucas pessoas da Ucrânia trabalham aqui mesmo tendo boas qualificações", criticou o político.

Em resposta, Söder propôs "modificar completamente o sistema básico de pagamento do seguro-desemprego", garantindo que todo desempregado "tenha que começar a trabalhar e possa fazer isso".

"E é necessário, como no caso dos cidadãos ucranianos, criar condições para que eles deixem de receber o seguro-desemprego, e é melhor que isso se aplique não apenas aos que chegarem no futuro, mas a todos em geral", afirmou.

Segundo a mídia europeia, um total de 22,2 bilhões de euros foi pago aos estrangeiros contemplados no benefício de cidadania. Desse total, 6,3 bilhões foram pagos a beneficiários ucranianos.