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Professor nigeriano propõe aliança acadêmica Brasil-África para reforçar raízes culturais

O apelo enfatiza a língua iorubá como o eixo central dessa ponte transatlântica.
Professor nigeriano propõe aliança acadêmica Brasil-África para reforçar raízes culturaisGettyimages.ru / Jorge Fernández

Em palestra inaugural na Universidade Estadual de Lagos (LASU), na Nigéria, o professor e linguista Tayo Ajayi defendeu uma cooperação estratégica entre acadêmicos brasileiros e africanos para fortalecer o estudo do legado linguístico e cultural da África no Brasil.

O apelo, divulgado recentemente pela Agência Nigeriana de Notícias (NAN), enfatiza a língua iorubá como o eixo central dessa ponte transatlântica.

"O objetivo é não perder as características da língua original iorubá em canções, cantos, 'orikis' [poesias da tradição oral] e conversas casuais, entre outros", declarou.

Ajayi destacou que o iorubá — falado no sudoeste da Nigéria e no Benim — se mantém vivo no Brasil especialmente nas práticas religiosas e manifestações culturais africanas. "Uma coisa é certa: das línguas africanas, o iorubá é a mais falada e a mais visível no Brasil hoje", afirmou.

Propostas concretas

O linguista também propôs medidas para a preservação do legado cultural africano no Brasil:

  • Visitas de praticantes brasileiros de religiões de matrizes africanas à Nigéria;

  • Criação de currículos de línguas africanas nos programas de bolsas de pós-graduação no exterior para estudantes brasileiros;

  • Envio de professores da Nigéria ao Brasil para o ensino da língua e das tradições originais.

"Com esses esforços, acreditamos que, no futuro, o estudo de línguas africanas, como o iorubá, ocupará o seu devido lugar na consciência e na sociedade brasileira", afirmou o professor.