A Embaixada do Irã na Índia acusou os Estados Unidos nesta quinta-feira (31) de instrumentalizar a economia e recorrer a sanções como forma de pressionar países independentes, comprometendo seu crescimento e desenvolvimento, em violação ao direito internacional.
"Os Estados Unidos continuam a transformar a economia em arma e a utilizar sanções como ferramentas para ditar sua vontade a nações independentes como o Irã e a Índia, impedindo seu crescimento e desenvolvimento", denunciou a missão diplomática da República Islâmica em publicação na rede X.
"Essas medidas coercitivas e discriminatórias violam os princípios do direito internacional e da soberania nacional, representando uma forma moderna de imperialismo econômico", afirmou a Embaixada, que defendeu "resistência a essas políticas" em nome de uma "nova ordem mundial multilateral mais poderosa, não liderada pelo Ocidente, e um Sul Global mais forte".
Na terça-feira (29), Donald Trump anunciou a imposição de tarifas de 25% sobre produtos da Índia, além de um imposto adicional não especificado sobre outras importações, como retaliação à compra de petróleo russo por Nova Delhi. O presidente argumentou que as tarifas indianas sobre bens norte-americanos "são excessivamente altas".
Já na quarta-feira (30), os EUA impuseram seu pacote de sanções mais severo contra o Irã desde 2018. A nova rodada, que inclui mais de 115 medidas punitivas, foi direcionada a uma rede internacional de transporte marítimo controlada pelo influente comerciante de petróleo Hossein Shamkhani.
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